Em meados do século XVIII Domingos Gomes adquiriu, por compra, uma sesmaria de terras que se estendia da atual cidade de Dois Riachos até 5 léguas além do local hoje ocupado pela sede municipal de Maravilha. Instalou ali uma fazenda para exploração da pecuária. Estas terras estavam ligadas à jurisdição de Santana do Ipanema. Tempos depois, instalaram-se na região alguns membros da família Limeira e que contribuíram, de certa forma, para o desenvolvimento e povoamento do local. Seu tempo de permanência não foi longo e alguns anos mais tarde transferiram-se para Carneiros. Levado pela fertilidade das terras e a excelência do clima, chegou depois Manoel Damião de Carvalho, filho de português que habitava no Maranhão. Levou consigo sua mãe, viúva e um irmão mais moço, de nome Cosme. Ali constituiu família e foi um dos grandes incentivadores do progresso. O topônimo original de Maravilha foi Cova dos Defuntos, pois existia no local uma grande cova comum, onde eram sepultados os mortos da violenta epidemia de cólera que enlutou milhares de famílias no nordeste naquela época. Eram enterradas ali as vítimas das cidades vizinhas. Um sacerdote, de passagem pelo lugarejo, exclamou: Este lugar ainda será uma maravilha! Sua expressão ficou gravada na mente dos habitantes do povoado e serviu, mais tarde, para dar nome à cidade que crescia. A primeira capela foi construída por Francisco Primo, juntamente com um cruzeiro. Em 1930 em substituição ao templo original foi erguida a igreja que hoje serve como Matriz. Maravilha atravessou uma fase áurea sob a liderança de Apolônio Vieira de Carvalho, filho de Francisco Primo. Sua elevação à condição de município autônomo ocorreu por força da Lei nº 2.102, de 17 de julho 1958, sendo instalado oficialmente a 02 de janeiro de 1959, com território desmembrado de Santana do Ipanema. |