Alguns dados sobre a vida de Senhora Santa Ana

Texto Extraído do Livro Santana do Ipanema Conta Sua História
Autores: Floro de Araújo Melo e Darci de Araújo Melo

Nossa Senhora Santana é aquela criatura que Deus predestinou e escolheu para ser, na terra, Mãe da Virgem Imaculada, Mãe da Mãe de Deus e Avó de Jesus Cristo, Nosso Salvador.
Santa Ana, São Joaquim e o Glorioso São José, os Pais e o Esposo castíssimo de Maria, estão envoltos no silêncio e na humildade.
Bem pouco deles se conhece. E, no entanto, o Universo inteiro há séculos não cessa de contar os seus louvores.
Santa Ana, depois de São José, fois a criatura mais íntima do Verbo Encarnado, a Intimidade do sangue e do parentesco, Mãe de Maria, a Virgem concebida sem pecado, e por Maria, avó de Jesus Cristo. Há um véu de mistério e um grande silêncio da História e das Escrituras sobre Santa Ana.
Dela bem pouco nos dizem a História e a Tradição, mas basta para sabermos o que Ela é e quão grande é seu poder e sua glória. Basta-nos só isto: É Mãe da Mãe de Deus e Avó de Jesus Cristo.

 

Segundo a tradição dos antepassados, Joaquim (São Joaquim), chegado o tempo de contrair matrimônio, foi procurar, na família de David, entre a gente de sus estirpe, uma esposa digna e virtuosa. Encontrou Santa Ana, privilegiada criatura do seu ideal. Não era rico, mas possuia alguns bens e, segundo a tradição, vivia do comércio de lãs e de carneiros. (Acta Sanct Martir Ton. III - Anne Chretienne)

Desposou Ana, e viveram santamente. E, após tantas amarguras, trabalhos e sofrimentos, o Céu lhes concedeu a filha única e dendita que deles nasceu predestinada a Imaculada, para ser Mãe do seu próprio criador.

Jesus, o Messias prometido, havia de nascer da família de David. A Igreja canta no Ofício da Natividade: " Nativitas gloriosa viginis Maria e ortae de tribu Juda, clara exestirpe David".

Santa Ana é, pois , da família nobre do Rei - Profeta. Maria, quer da parte de São Joaquim quer da origem materna, é filha de David.

Ana é originária da tribo de Judá, da estirpe davídica. O pai de Santa Ana chamava-se Mathan e a mãe, Maria; ela era a terceira filha do casal. Esa Santa Ana tia-avó de São José, São João Batista, São João Evangelista, São Tiago e São Judas.

Abraão, Isaac, Jacó e David exultaram de alegria quando souberam que o Messias prometido havia de nascer da sua raça. Qual não foi a alegria de Ana e Joaquim quando o Anjo lhes anunciou que a Virgem Mãe profetizada, a Mãe do Salvador de Israel, havia de nascer deles, seria sua própria filha...

É Santa Ana invocada como protetora especial das mães. As mães cristãs a invocam cheias de confiança. Consagram a ela as filhas ainda mesmo antes que venham à luz do mundo, segundo a tradição romana, bençãos realizadas no altar de Santa Ana e em algumas basílicas, entre elas a de São Paulo.

Esta benção se faz, é evidente, em qualquer época do ano e de modo especial e com alguma solenidade, se se quizer, na festa de Santa Ana.

Uma virtude sobretudo foi admirável em Santa Ana: a HUMILDADE. Em torno dela, como de São José, reinam o silêncio, silêncio das Escrituras, silêncio de uma vida oculta, sem brilho, sem glória humana.

Teve a honra de ser a mulher privilegiada, escolhida para Mãe da Mãe do Messias prometido. Santa Ana morreu ao 79 anos, e foi sepultada em Jerusalém, junto de seu Santo Esposo, São Joaquim. A Igreja chamou a esta morte " Momitio " , isto é, sono.

O Culto de Santa Ana tem um caráter universal, católico. A missa e a festa litúrgica não são tão antigas, pois remontam ao ano de 1584, quando, no dia 1º de maio Gregório XIII, por inspiração do Espírito, diz Baronius ordenou que toda a Igreja se celebrasse com solenidade de rito duplo a Festa da Santa Mãe de Maria.

O Papa Gregório XV, que oculpou a cátedra de Pedro de 1621 a 1623, quis que a Festa, de 26 de julho fosse de preceliz e, estando à morte por doença incurável, disse ao Venerável Inocêncio de Gluza da Ordem Franciscana que, se Santa Ana o curasse, autorizaria celebrar cada ano a Festa de 26 de Julho como obrigatória em todo mundo.

O Papa restabeleceu-se e cumpriu a promessa. O ato à gloriosa Santa Ana é dos mais antifos e tradicionais de toda a crsitandade. Cristãos das mais remotas eras construiram na Terra Santa, berço do Cristianismo, algumas igrejas e capelas dedicadas à Santa. Toda a Europa foi enriquecida de majestosos santuários e altares de Santa Ana.

O povo Brasileiro, devotíssimo de Nossa Senhora como poucos no mundo, de Norte a Sul levantou majestosos templos e capelinhas humildes em hinra de Maria.

Nosso povo ana a Sagrada Família e as Santas mais íntimas de Jesus Cristo São as mais queridas da nossa gente.

A Igreja de Santa Ana é uma tradição de quase todas as velhas cidades brasileiras. Os lugares tomaram o nome da Padroeira.

Os jesuitas trouxeram para o Brasil, com a devoção, a Imaculada Virgem e a devoção de Santa Ana e São Joaquim. Nosso sertanejo chama, com respeito, a nossa Mãe, Senhora Santana.

 
 
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