Histórico da Paróquia de Senhora Sant´ Ana.

Na lendária cidade sertaneja de Santana do Ipanema, o padre Francisco José Correia de Albuquerque missionário pernambucano, plantou no século XVIII, o núcleo de evangelização e catequese. Ao longo dos passos da história desse povoamento remoto, verificou-se a construção da Capela que se transformou em Matriz, pela criação da freguesia em 24 de Fevereiro de 1836, pela lei Nº 9, ao ensejo do período Regencial.
Vários párocos e vigários-ecônomos passaram pela gestão paroquial. Destacaram-se como verdadeiros apóstolos da região, além do padre Francisco Correia, o cônego José Bulhões e o cônego Luiz Cirilo.
No ano de 1982, a Matriz teve que ser reconstruída, devido ao desabamento da coberta da igreja, precisamente no dia 1º de Abril de 1982. Os trabalhos de reconstrução da Matriz tiveram no padre Luiz Cirilo o grande incentivador da obra, contando ainda com Dr. Marcos Paes, Antonio Azevedo, Domício Silva, Dr. Jório Vanderley, João Agostinho, Jugurta Nepomuceno, Bartolomeu Barros, Dr. Adelson Isac, Mário Dias, Paulo Ferreira, Isnaldo Bulhões, Genival Tenório e muitas outras pessoas, que trabalharam direta ou indiretamente na reconstrução da Matriz, que seria a realização maior do Cônego Luiz Cirilo, que não chegou a assistir à Matriz recuperada, faleceu no dia 9 de novembro de 1982.
Da antiga Matriz, restaram apenas as paredes laterais e fachada da Igreja, o altar do século XVIII foi destruído, surgindo no seu interior uma igreja de arquitetura moderna.

 

Os apóstolos de Santana do Ipanema

24 de Fevereiro de 1836 – Pe.Francisco José Correia de Albuquerque, pernambucano, da cidade de Bezerros, foi o primeiro pároco e fundador da Matriz de Santana. A capela foi construída pelo Padre na fazenda de Martinho Rodrigues Gaia no ano de 1786. Com grande veneração entre os fazendeiros, vaqueiros e também nos meios políticos-administrativos, onde teve grande fama de conhecedor das terras e das gentes do interior alagoano. Pe. Francisco Correia foi escolhido membro do conselho geral da província, logo após a proclamação da independência do Brasil. Com aproximadamente 71 anos, foi nomeado o primeiro pároco da Matriz em 24 de fevereiro de 1836, sempre esteve voltado para os grandes problemas do homem sertanejo, sobretudo em defesa dos pobres e necessitados. Em 1842 passou o cargo de administrador da paróquia para o Frei Manoel, retornando para sua terra natal, onde faleceu.
2º Pároco-1842. Frei Manoel de São João Evangelista (1842-1846).
3º Pároco-1846. Padre Manoel Francisco de Carvalho (1846-1847).
4º Pároco-1847. Padre Bezerra de Melo (1847-1848).
5º Pároco-1849. Padre José Carlos da Silva (1848-1849)
6º Pároco-1850. Padre Pedro Correia da Silva (1850-1851)
7º Pároco-1851. Padre Francisco Mendes Ferreira (1851-1854).
8º Pároco-1854. Padre José Roberto da Silva (1854)
9º Pároco-1854. Padre Francisco Mendes Ferreira (1854-1856) 2ª vez.
10º Pároco-1856. Padre João da Costa Nunes (1856-1879).
11º Pároco-1879. Padre Antonio Manoel Castilho Brandão (1879-1888).
12º Pároco-1888. Cônego Teotônio Ribeiro e Silva (1888).
13º Pároco-1888. Padre Veríssimo da Silva Pinheiro (1888-1891).
14º Pároco-1892. Padre João Pacífico Pereira Freire (1892-1898).
15º Pároco-1898. Padre Manoel Capitulino de Carvalho (1898-1918)
16º Pároco-1919. Cônego José Bulhões
, natural de Entre Montes, Alagoas, ordenou-se sacerdote no dia 8 de Dezembro de 1912, na catedral de Maceió, tendo celebrado a sua primeira missa na capela do Senhor Jesus do Bonfim, no bairro do Poço em Maceió, no dia 10 de dezembro de 1912.Tomou posse como vigário da paróquia de Senhora Santana no dia 26 de Janeiro de 1919.O Padre Bulhões foi uma inestimável figura de evangelizador, respeitado até pelo bandoleiro Virgulino Lampião.Teve na sua vida sacerdotal uma obediência perfeita do mandamento de Nosso Senhor, filho do casal Francisco Fernandes Bulhões e Sofia de Melo Bulhões, sempre ajudou a família, ao lado dos irmãos; Manoel Bulhões, Francisco Bulhões, Eugênio Bulhões, Maria de Melo Bulhões, Pedro de Melo Bulhões, Aluisio de Melo Bulhões, Maria Angélica Bulhões e Antonio de Melo Bulhões fixou residência no casarão que pertencia a família Brandão(pais de D. Iluminata). Nasceu no dia 3 de junho de 1886, falecendo no dia 17 de Outubro de 1952, na cidade de Santana do Ipanema. O padre Fernando Medeiros assumiu a Matriz como pró-pároco do Cônego Bulhões no período de 1949 a 1951. Natural do Poço das Trincheiras onde nasceu no dia 30/05/1919 faleceu na sua cidade natal em 1984.
17º Pároco. Cônego Luiz Cirilo Silva, nascido no dia 25 de março de 1915, na Serra da Mandioca, Município de Palmeira dos Índios, filho de Antonio Cirilo Silva e D. Laurinda Cirilo Torres. Ordenou-se Padre em 16 de Novembro de 1941, na Catedral Metropolitana de Maceió, se sua ordenação por D. Ranulfo Farias, a celebração de sua primeira missa foi na Matriz de Nossa Senhora do Amparo em Palmeira dos Índios. Chegou a Santana do Ipanema no dia 12 de Abril de 1951, desenvolvendo intensa atividade assistencial, algumas obras ainda se destaca como, a criação da Casa Paroquial, e Salão Paroquial, no dia 9 de Novembro de 1982, faleceu no pronto socorro do coração em Maceió, deixando na sociedade santanense muitas saudades.Os padres Jefferson Carvalho, e José Araújo permaneceram alguns meses como Vigários substitutos, o mesmo ocorrendo com o padre Delorizano Marques, até a vinda oficial do padre José Nascimento em 1983.
18º Pároco-1983. Padre José Nascimento de Oliveira é um homem de profundo amor à igreja. O dom do sacerdote que o padre recebe não é para ele. Foi dado para a igreja, o que quer dizer, para o mundo ser salvo. A dimensão sagrada do sacerdote é totalmente ordenada à missa apostólica, isto é, missão, ao ministério pastoral. Pe. José Nascimento faz o bem por onde passa, atualmente em Palmeira dos Índios, dinamiza a evangelização naquela região.
19º Pároco Padre Delorizano Marques da Rocha, acompanha de perto a catequese paroquial, dá esplendor às celebrações litúrgicas e alcança os cantos da comunidade com o seu ardor missionário. Bacharel em Teologia, Padre Delorizano, é um homem de estudos versado, sobretudo em história.

Texto Extraído do Jornal Tribuna do Sertão - Edição 1989

 
 
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