No interior, por volta dos anos 50, era comum uma brincadeira junina em que um grupo de pessoas, armadas de bacamartes, bombas e foguetões, combinava tomar de assalto a fogueira da fazenda de algum amigo.
Esses, prevenidos, se armavam também para evitar que o assalto se consumasse. O resultado qualquer que fosse o vitorioso era comemorado por ambos os grupos, com muita cachaça, vinho, milho assado, bolos, pamonhas e outras delícias das festas juninas.
Pois bem, hoje são os Movimentos dos Sem Terra que assaltam uns aos outros, não com bombas de festim, mas com espingardas 12, revólveres e facões. Também não é para se confraternizarem ao fim da “peleja”, é para matar mesmo os dos grupos rivais e tomar-lhes os pretensos direitos já que esses também estão sobre propriedades invadidas.
Estranho que estejamos vivendo mais essa guerra inusitada, dessa feita pelo uso das terras invadidas e tudo porque os nossos governos, federal e estaduais, são absolutamente incompetentes para implantarem um programa sério de reforma agrária, a despeito de tanta falação e promessas.
Os "sem terra" adotam uma prática, desrespeitosa e agressiva para com a sociedade e o cidadão brasileiro, através da invasão de propriedades privadas, prédios e logradouros públicos, bloqueios de rodovias e outras práticas igualmente condenáveis. Alguns grupos adotam, como rotina, assaltos a veículos e roubos de cargas nas rodovias. Mas, não satisfeitos, agora começam a guerrear entre eles – guerras entre facções dos Movimentos dos Sem Terras. Enquanto isso, muitos políticos farreiam com o dinheiro público.
O governo, sob a alegação de fazer caixa para pagar os juros da dívida, não libera os recursos necessários ao cumprimento das metas que ele mesmo estabeleceu, de assentamento de milhares de famílias de trabalhadores e pequenos agricultores que almejam um pedaço de terra para cultivar, buscando o sustento das suas famílias.
Será que o governo formado por políticos que se elegem em cima de propostas mirabolantes não tem sensibilidade, não se apercebem dos riscos que corremos de uma convulsão social ativa, já que passiva já a vivemos? A julgar pelos índices de criminalidade configurados em seqüestros, mortes, estupros e assaltos, já estamos sem nenhuma dúvida, vivendo uma guerra civil.
Oxalá não tenhamos que paralisar as nossas atividades produtivas e nos fecharmos literalmente em nossas casas em atendimento a algum toque de recolher decretado pelos bandidos, como já vem ocorrendo de quando em vez nas grotas de Maceió. Não entendo porque um processo de aquisição de terras para assentamento demora tanto tempo, anos até, enquanto se multiplicam os conflitos e o êxodo rural fazendo surgir novas favelas e novas cidades de palha e lona, ao longo das rodovias, envergonhando a todos nós brasileiros, que acreditamos em Deus e que gostaríamos de acreditar também nos homens públicos deste País. Até quando? Pergunto a Deus, pois aos governos e aos políticos não adianta perguntar, parecem não estarem nem aí, o objetivo era se elegerem, fiéis seguidores de Justo Veríssimo, segundo o qual: “eu quero é me arrumar e o povo que se exploda”!!! É pra lamentar!!!
MAAS
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