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02/04/2007
UMA NAÇÃO ATARANTADA
 
UMA NAÇÃO ATARANTADA
Manoel Augusto de Azevedo
madeas@hotmail.com

FOR HEAVEN’S SAKE! O que está acontecendo com o Brasil? De repente percebemos que ao invés do Rei, nós é que estamos nus, nus e sem bolsos para guardarmos pelo menos as mãos...
Brasil, um País cujo povo sempre se orgulhou da alegria de viver, da liberdade, do direito de ir e vir, do espírito solidário e pacífico. Entrementes, as coisas mudaram.
O medo de sair à rua é quase endêmico, sabe lá se não estamos na lista dos seqüestradores de plantão! Se ficarmos em casa, olha o medo do assalto, e até de uma bala perdida – em determinados bairros isso é comum - pois nem nas fazendas, nem nas ruas e nem em apartamentos, ou seja, nem no campo nem na cidade estamos seguros e menos ainda nos ares. Se gritarmos polícia... corremos o risco de estarmos chamando exatamente o bandido.
O Brasil do presente é o País do medo.
O trágico de tudo isso é que as providências anunciadas pelos governos não objetivam a raiz do problema, são meros paliativos coreografados de conversa pra “boi dormir”.
É muito simplista dizer que a violência e a bandidagem é fruto da exclusão social, e daí? Vamos esperar que as gerações presentes morram para que, num passe de mágica, surjam novas, devidamente educadas e incluídas? É ainda mais trágico saber que no âmbito da educação as medidas tomadas pelos seus gestores, não estão surtindo os resultados prometidos, antes pelo contrário, tem contribuído para a queda da qualidade do ensino em geral e, cada vez mais, expulsando da escola aqueles alunos menos crédulos, que infelizmente ascende a alguns milhões.
Os índices de evasão têm se ampliado a despeito da repetência ter sido praticamente abolida das escolas públicas, numa tentativa de mascarar a enganosa “democratização do ensino”. D’outro lado, são milhares as escolas depredadas, desequipadas e mal administradas, enquanto a formação do professor e sua valorização ficam apenas em promessas. E aí a dúvida cruel: constroem-se mais presídios ou mais escolas? E nessa briga do “mar contra o rochedo”, o que fazer então? Como fazer o que? Pra onde vamos?
Pelo amor de Deus!... nos livrem desse aperreio!...
MAAS


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