Santana do Ipanema - sŠbado, 17 de fevereiro de 2018
ÔĽŅ
  Informação
Assistência Social
Cultura
Curiosidades
Economia
Educação
Entrevistas
Esportes
Geral
Moda & Beleza
Opinião
Polícia
Política
Religião
Saúde
Sexualidade
Turismo
Vídeos
  Especiais
Canal do Sert√£o
Especiais de Domingo
  Serviço
Documentários
Eventos
Galeria de Fotos
Guia de Negócios
Literatura
Shows e Festas
  Interativo
Fale Conosco
Mural de Recados
Rádio Portal Maltanet
Webmail
 
Jo√£o do Mato
Conheça o colunista Fale com o colunista
 

09/02/2010
Palma Forrageira segundo o IPA
 
MANEJO E UTILIZAÇÃO
DA PALMA FORRAGEIRA
(Opuntia e Nopalea)
EM PERNAMBUCO
Aten√ß√£o: transcrevemos aqui,em fun√ß√£o da import√Ęncia do trabalho, parte de uma pesquisa desenvolvido pelo IPA.-Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecu√°ria.

IPA. Documentos, 30
Publicação da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA
Av. Gen. San Martin, 1371 - Bonji - 50761-000
Recife - PE - Brasil - Caixa Postal, 1022
Fone (PABX):(081)21227200 Fax: (081) 21227211
E-mail: ipa@ipa.br; Home page: http://www.ipa.br. Maiores detalhes acessem ao site..
2 - CLIMA
A palma √© uma forrageira bem adaptada √†s condi√ß√Ķes do semi-√°rido, suportando grande per√≠odo de estiagem devido √†s propriedades fisiol√≥gicas, caracterizadas por um processo fotossint√©tico que resulta em grande economia de √°gua, conforme se pode observar na Tabela 2. Contudo, o bom rendimento dessa cultura est√° climaticamente relacionado a √°reas com 400 a 800mm anuais de chuva, umidade relativa acima de 40% (Viana, 1969) e temperatura diurno-noturna de 25 a 15¬ļC (Nobel, 1995).
Vale ressaltar que umidade relativa baixa e temperaturas noturnas elevadas encontradas em algumas regi√Ķes do semi-√°rido podem justificar as menores produtividades ou at√© a morte da palma.
Tabela 2. Eficiência do uso de água de leguminosas, gramíneas e cactáceas, conforme o metabolismo fotossintético. Metabolismo fotossintético Eficiência do uso de água (kg de água / kg de matéria seca)
Leguminosas 700-800
Gramíneas 250-359
Cact√°ceas 100-150
3 ‚Äď SOLO E ADUBA√á√ÉO
A palma forrageira √© uma cultura relativamente exigente quanto √†s caracter√≠sticas f√≠sico-qu√≠micas do solo. Desde que sejam f√©rteis, podem ser indicadas √°reas de textura arenosa √† argilosa, sendo, por√©m mais freq√ľentemente recomendados os solos argilo-arenosos. Al√©m da fertilidade, √© fundamental, tamb√©m, que os mesmos sejam de boa drenagem, uma vez que √°reas sujeitas a encharcamento n√£o se prestam ao cultivo da palma.
A aduba√ß√£o pode ser org√Ęnica e/ou mineral. Em caso de se optar pela aduba√ß√£o org√Ęnica, pode ser utilizado estrume bovino e caprino, na quantidade de 10 a 30t/ha na √©poca do plantio, e a cada dois anos, no per√≠odo pr√≥ximo ao in√≠cio da esta√ß√£o chuvosa. Dependendo do espa√ßamento de plantio e n√≠vel de fertilidade do solo, nos plantios mais adensados usar 30t/ha.
Para a adubação mineral, é necessário se proceder a uma análise do solo para uma melhor orientação quanto aos níveis a serem recomendados. Em São Bento do Una, (PE), foram obtidos aumentos da ordem de 81% na produção com 10t de estrume de curral/ha e de 29% com a fórmula de 50, 50 e 50kg/ha de N, P2O5 e K2O, respectivamente, quando comparada com a palma não adubada. Já o calcário, na quantidade de 2t/ha, não propiciou aumento de produtividade (Santos et al., 1996). Trabalhos em andamento mostram produtividades crescentes até 600kg/ha de nitrogênio. A Tabela 3 apresenta os valores da extração de nutrientes pela cultura da palma forrageira (Santos et al., 1990).
Vale ressaltar que melhores resultados de produ√ß√£o t√™m sido observados quando se associam as aduba√ß√Ķes org√Ęnica e mineral.
Tabela 3. Extração de nutrientes pela cultura da palma forrageira. Produtividade
(t de MS/ha/ano) Quantidade de nutrientes removidos (kg/ha)
N P K Ca
10 90 16 258 235
4 ‚Äď CULTIVARES
Em Pernambuco, h√° predomin√Ęncia de tr√™s cultivares, ou seja, a gigante ou gra√ļda, a redonda e a mi√ļda ou doce . Entre todas as esp√©cies, a palma gigante, que √© a mais comum, juntamente como palma redonda, tem mostrado mais rusticidade que a mi√ļda. Recentemente, o clone IPA-20, material obtido por cruzamento seguido de sele√ß√£o, tem alcan√ßado excelente aceita√ß√£o pelos produtores.
O IPA det√©m um banco de germoplasma na Esta√ß√£o Experimental de Arcoverde, (PE), com cerca de 1.400 entradas de diferentes materiais, sendo 200 destas introduzidas de v√°rios locais como o M√©xico, EUA, √Āfrica do Sul, Arg√©lia, Chile entre outros, bem como vem avaliando os 20 melhores materiais nos munic√≠pios de Petrolina, Serra Talhada, Sert√Ęnia, Arcoverde, S√£o Bento do Una e Caruaru (PE).
Em termos de produtividade de massa verde, a palma mi√ļda tem se mostrado inferior √†s cultivares gigante e redonda. No entanto, quando essa produ√ß√£o √© transformada em mat√©ria seca, os √ļltimos resultados se equivalem, por ter a palma mi√ļda mais mat√©ria seca que as outras. Tamb√©m em trabalhos realizados em S√£o Bento do Una (PE), o clone IPA-20 vem se destacando como mais produtivo que os demais, com uma superioridade em torno de 50% quando comparado com a palma gigante.
Recentemente, em Arcoverde (PE), Santos et al. (2000) observaram que os clones IPA 90-110, IPA 90-111 e IPA 90-156 têm potencial forrageiro superior aos existentes na região. Porém, esse potencial só poderá ser alcançado com adubação, conforme recomendado no item 3. O clone IPA-20 está sendo multiplicado para distribuição aos agricultores. Ao avaliar a produtividade de vinte clones de palma forrageira (Opuntia e Nopalea) no município de Caruaru-PE, Santos et al.(2005) ratificaram a superioridade do clone IPA-20 sobre os demais.
5 ‚Äď PLANTIO
O plantio da palma usualmente √© realizado no ter√ßo final do per√≠odo seco, pois quando se iniciar o per√≠odo chuvoso os campos j√° estar√£o implantados, evitando-se o apodrecimento das raquetes que, plantadas na esta√ß√£o chuvosa, com alto teor de √°gua e em contato com o solo √ļmido, apodrecem, diminuindo muito a pega devido √† contamina√ß√£o por fungos e bact√©rias.
Por ocasi√£o do plantio, a posi√ß√£o do art√≠culo, que √© um clad√≥dio, tamb√©m chamado de raquete e de ‚Äúfolha‚ÄĚ pelo produtor, pode ser inclinada ou vertical dentro da cova, com a parte cortada da articula√ß√£o voltada para o solo), plantada na posi√ß√£o da menor largura do art√≠culo, obedecendo √† curva de n√≠vel do solo. O espa√ßamento depende do sistema adotado pelo produtor. Quando se pretende fazer cortes a cada dois anos e obter maior produ√ß√£o, pode-se optar por plantio em sulcos em espa√ßamento adensado de 1,0 x 0,25m, que demandar√° mais aduba√ß√£o e capinas.
O cultivo adensado da palma, ou seja, a utiliza√ß√£o de espa√ßamentos menores (1,0 x 0,25m ou 1,0 x 0,50m), tem sido recentemente usados como forma de obter altas produtividades). No entanto, com espa√ßamento adensado, tem-se observado sintomas de amarelecimento do palmal em v√°rios locais, tais como Caruaru, S√£o Bento do Una e Serra Talhada, em Pernambuco e Major Izidoro, em Alagoas. Sup√Ķe-se que tal amarelecimento seja devido √† defici√™ncia de algum nutriente no solo, ou ao aparecimento de nemat√≥ides, que podem estar inibindo a absor√ß√£o de algum nutriente pela cultura.
No caso de se utilizar a palma como alimento estrat√©gico, dever√° ser utilizado o espa√ßamento de 1,0 x 0,5m, podendo-se fazer colheitas entre dois ou mais anos, usando-se aduba√ß√£o mineral de acordo com an√°lise do solo e org√Ęnica, preferencialmente associadas. A palma em fileiras duplas de 3,0 x 1,0 x 0,5m cultivada para fins de cons√≥rcio, com culturas alimentares ou forrageiras, tem ainda a vantagem de possibilitar os tratos culturais com tra√ß√£o motorizada.
6 ‚Äď CONSORCIA√á√ÉO
A utiliza√ß√£o de culturas anuais intercaladas com a palma, como milho, sorgo, feij√£o, fava, jerimum, mandioca etc., tem sido uma pr√°tica adotada pelos produtores com objetivo de viabilizar o cultivo em termos econ√īmicos e de tratos culturais desta forrageira Todavia, nos espa√ßamentos simples de 2,0 x 0,5m e 2,0 x 1,0m, recomenda-se fazer o cons√≥rcio apenas no ano do plantio da palma ou nos anos de colheita. O cons√≥rcio em fileiras duplas √© o mais recomendado e poder√° ser de 3,0 x 1,0 x 0,5m ou em fileiras com mais de 3m entre as filas duplas, dependendo da necessidade do produtor (Farias et al., 1986). Em pesquisa realizada em S√£o Bento do Una, PE, durante 12 anos, Farias et al. (2000) obtiveram produ√ß√Ķes de 5,2; 4,8 e 2,9t MS/ha/ano de palma, de 1,6; 1,3 e 2,0t ha/ano de gr√£o de sorgo e 2,1; 2,1 e 3,1t MS/ha/ano de restolho do sorgo, para os tratamentos 2,0 x 1,0m; 3,0 x 1,0 x 0,5m e 7,0 x 1,0 x 0,5m, respectivamente. Foram feitas aduba√ß√Ķes com 20t/ha de estrume de curral no ano das colheitas da palma. O espa√ßamento em fileiras duplas tamb√©m favorece o uso de mecaniza√ß√£o, diminuindo-se, assim, os custos de produ√ß√£o, al√©m de contribuir para o controle da eros√£o do solo.
11. ESTIMATIVAS DE CUSTOS DE PRODUÇÃO DE PALMA
Os custos relativos à implantação de um hectare de palma, em quatro espaçamentos, podem ser vistos na Tabela 12.
Tabela 12. Estimativa de custo (R$) de implantação de um hectare de palma, em quatro espaçamentos. Discriminação Custos para os espaçamentos
2,0 x1,0m 1,0x0,2m 1,0 x0,5m 3,0 x1,0x0,5m
Preparo do solo 90,00 90,00 90,00 90,00
Plantio 150,00 300,00 450,00 165,00
‚ÄúSementes‚ÄĚ de palma e transporte 120,00 405,00 825,00 210,00
Aduba√ß√£o org√Ęnica 450,00 450,00 450,00 450,00
Adubação com fósforo 180,00 180,00 180,00 180,00
Capinas 540,00 585,00 720,00 540,00
Total 1.530,00 2.010,00 2.715,00 1.635,00
Vale salientar que as despesas com capinas poder√£o diminuir com o uso de herbicidas, pois cada aplica√ß√£o custa cerca de R$150,00, devendo ser feitas duas a tr√™s aplica√ß√Ķes por colheita bienal, ficando contudo este uso pendente da extens√£o de registro de produtos para utiliza√ß√£o em palma, al√©m de que a produtividade poder√° ser aumentada em fun√ß√£o do manejo do palmal, j√° que experimentalmente tem-se conseguido at√© mais de 40t MS/h12.
CONSIDERA√á√ēES FINAIS
O IPA e a UFRPE vem realizando pesquisas com palma forrageira desde o ano de 1958. Durante o decorrer desses anos, houve um consider√°vel ganho de produ√ß√£o de mat√©ria verde desta forrageira, bem como foram acumulados resultados de melhoramento, espa√ßamento, aduba√ß√£o, tratos culturais, consorcia√ß√£o, freq√ľ√™ncias e intensidades de cortes e alimenta√ß√£o animal, visando √† produ√ß√£o de carne e leite. As informa√ß√Ķes b√°sicas obtidas at√© o momento s√£o:
��Os materiais de palma IPA-20, IPA-90-110, IPA 90-111 e IPA 90-156 produzem mais que a cultivar gigante, que √© a mais cultivada na regi√£o;
��o emprego da aduba√ß√£o org√Ęnica (20 a 30t/ha de esterco de curral bem curtido) ou mineral (100kg de N/ha e f√≥sforo, pot√°ssio e calc√°rio de acordo com an√°lise de solo) e de um espa√ßamento adequado pode propiciar aumentos de mais de 100% na produ√ß√£o de forragem;
��a palma mi√ļda, cultivada no espa√ßamento de 1,0 x 0,5m e adubada com 20t/ha de esterco bovino, produziu em torno de 75t MV/ha/ano, o que corresponde a 9,4t MS/ha/ano. Esta cv. √© mais exigente quanto aos tratos culturais e demais condi√ß√Ķes ambientais, por√©m √© a cv. de maior teor de mat√©ria seca, carboidratos sol√ļveis e digestibilidade;
��os tratos culturais do palmal, por meio do ro√ßo ou capina, s√£o essenciais para se obter um aumento de produtividade em torno de 100%. Vale ressaltar que no plantio, utilizando-se espa√ßamento adensado, observou-se que herbicidas de pr√©-emerg√™ncia foram eficientes no controle de plantas daninhas sem causar efeitos fitot√≥xicos na cultura da palma;
��a freq√ľ√™ncia de corte, a cada quatro anos, do palmal plantado em espa√ßamentos de dois ou mais metros entre filas, deve ser considerada uma importante estrat√©gia de conv√≠vio com o semi-√°rido, pois a palma acumula a produ√ß√£o com persist√™ncia do valor nutritivo;
��a palma, depois de colhida, pode ser armazenada √† sombra por um per√≠odo de at√© 16 dias, sem perda do valor nutritivo e comprometimento da produ√ß√£o de leite, o que pode representar uma redu√ß√£o dos custos com colheita e transporte;
��a palma pode participar em at√© 40 a 50% da mat√©ria seca da dieta dos bovinos e deve ser fornecida misturada a outros alimentos;
��a palma √© um alimento que possui uma digestibilidade superior √† da silagem de milho, por√©m cont√©m um baixo teor de fibra. Mesmo considerado um alimento de alto valor energ√©tico, n√£o dever√° ser administrado isoladamente, necessitando complementa√ß√£o prot√©ica e fibrosa;


Últimas publicações
- O QUE √Č UM PROBLEM√ÉO PODE TORNAR-SE UMA SOLU√á√ÉO
- Pesquisa sobre o sorgo em Santana do Ipanema
- Projeto da Galinha Capoeira.
Colunistas
Antonio Machado
CENTEN√ĀRIO DE CARTOLA
Archimedes Marques
DELEGADO ARCHIMEDES CONTRA O MATA SETE
Augusto Ferreira
Solidariedade começa com pequenos gestos
Carlindo de Lira
INTERIORIZAÇÃO versus METROPOLIZAÇÃO
Carlito Lima
SOCORRINHO
Cicero de Souza Sobrinho (Prof. Juca)
Fabulosa
Clerisvaldo B. Chagas
Resposta Benigna a Machado
Djalma Carvalho
O LIVRO DO GUERREIRO
F√°bio Campos
O PIERR√Ē, A COLOMBINA E O ARLEQUIM
Jo√£o do Mato
O QUE √Č UM PROBLEM√ÉO PODE TORNAR-SE UMA SOLU√á√ÉO
Joaquim José Oliveira Chagas
RETALHOS DE UM PA√ćS
José Ailson Ferreira Leite
TECLADISTA, PIANISTA E ORGANISTA - PARTE I - O PIANISTA
Jos√© Ant√īnio (Toninho)
Cirurgiões-dentistas ganham autorização para solicitar exames complementares
José Avelar Alécio
ENSINO PÚBLICO DE ALAGOAS x ENEM
José de Melo Carvalho
AFONSO ALECIO GOMES, UM BANC√ĀRIO EXEMPLAR
José Malta Fontes
N√Ē PEDROSA
José Vaneir Soares Vieira
VIII - A TERRA E O C√ČU FUGIRAM DE DEUS - i
Luciene Amaral da Silva
BRAÇOS DE MÃE
Manoel Augusto
Jogos de azar !!!???
Maria L√ļcia Nobre dos Santos
RIO BALDO
Marta Alves Lemos
Acione o limpador
Paiva Netto
Reflex√£o de Boa Vontade Exaltar a face cordial da Economia
Pe. José Neto de França
VOCE SE CONSIDERA UMA PESSOA MEDROSA?
Pedro Cardoso Costa
ABRAÇO DE AFOGADOS
Rogivaldo Chagas
A NATUREZA DAS ESCOLHAS
Sibele Arroxellas
TAMBORIM

Últimas Atualizações
Reflex√£o de Boa Vontade Exaltar a face cordial da Economia
BRAÇOS DE MÃE
O LIVRO DO GUERREIRO
 
© 2001/2018 - Portal Maltanet - Todos os direitos reservados