Santana do Ipanema - sexta, 18 de maio de 2012
  Informação
Assistência Social
Cultura
Curiosidades
Economia
Educação
Entrevistas
Esportes
Geral
Moda & Beleza
Opinião
Polícia
Política
Religião
Saúde
Sexualidade
Turismo
Vídeos
  Especiais
Canal do Sertão
Especiais de Domingo
Campeonato Alagoano 2011
Eleições 2010
  Serviço
Assinantes (Exclusivo)
Balcão de Oportunidades
Classificados (Novo)
Documentários
Eventos
Galeria de Fotos
Guia de Negócios
Literatura
Shows e Festas
  Interativo
Fale Conosco
Mural de Recados
Rádio Portal Maltanet
Webmail
Djalma Carvalho
Conheça o colunista Fale com o colunista
 

04/04/2010
DO CHÃO NATIVO À ALDEIA GLOBAL
 
Há pouco concluí a leitura do livro Vestígios da Travessia (Da imprensa à internet – 50 anos de jornalismo), publicado em 2009, de autoria de José Marques de Melo, conterrâneo de Santana do Ipanema. Ao longo de 303 páginas, conta sua vida e sua vitoriosa carreira profissional como jornalista, professor, cientista da comunicação e conferencista. Colega ginasiano e seu admirador de carteirinha, li o livro, saboreando-o, num misto de satisfação e orgulho.
Graduado em Jornalismo (1964) e Direito (1965), respectivamente pelas Universidades Católica e Federal de Pernambuco, e pós-graduado pela Universidade Central do Equador (Quito), o autor ganhou o mundo como peregrino da ciência da comunicação, ensinando, atuando em cátedras, fazendo palestras, participando de conferências e conquistando prêmios, títulos e honrarias, no Brasil e no exterior.
Não bastasse a primeira notícia, chega-me a segunda ainda mais auspiciosa. A Universidade de Oviedo (Astúrias, Espanha) concedeu-lhe, há pouco, o prêmio Ibero-Americano de Teoria da Comunicação 2010. Também três universidades brasileiras acabam de outorgar-lhe o título de Doutor Honoris Causa: Maranhão, Católica de Pernambuco e Positivo de Curitiba. Em 2003, a Ufal concedeu-lhe o mesmo título.
Trata-se, pois, do primeiro acadêmico brasileiro a conquistar o título de Doutor em Jornalismo no país. É docente fundador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, diretor da cátedra Unesco/Umesp de Comunicação Social, professor da Universidade Metodista de São Paulo e fundador e presidente de honra da Sociedade Brasileira de Ciências da Comunicação. Autor de meia centena de livros sobre ciências e teorias da Comunicação, atualmente ele coordena uma comissão especial de professores de jornalismo, organizada pelo Ministério da Educação.
Em seu livro de memórias, ele comenta: “Tenho atuado não apenas na vanguarda noticiosa, como repórter ou comentarista, mas principalmente na sua retaguarda. Como pesquisador dos fenômenos jornalísticos, venho embasando a formação dos futuros agentes da informação de atualidades.”
Dizia o saudoso professor Sílvio de Macedo que a terra natal exerce especial atração sobre seus filhos, fazendo com que eles retornem às origens, hoje ou amanhã, ainda que a passeio nostálgico. Pois bem, tratando do retorno à aldeia nativa, assinala José Marques de Melo: “Não posso deixar de reconhecer que somente na passagem do século tive a chance de voltar às minhas raízes culturais.”
Como seu colega de classe no Ginásio Santana, no período de 1954 a 1957, sempre admirei o talento e a privilegiada inteligência que o levavam a obter nota máxima em todas as matérias durante o curso. Na vida profissional e como intelectual, portanto, não poderia ser diferente. É um vitorioso, admirado, festejado e aplaudido, sobretudo no âmbito do mundo acadêmico.
Afinal, o conto “Seu Né Ladrão” do livro citado lembrou-me o mito que se criou em torno dessa figura singular da cidade de Santana do Ipanema do final da década de 1940. Seu Né penetrava, à noite, nas residências sem ser percebido. Dizia-se que, antes de deixar sutilmente o quarto do casal, por exemplo, ele costumava aplicar uma palmada no bumbum das senhoras que encontrava a dormir desarrumadas...

Maceió, abril de 2010.


Últimas publicações
- AS GARÇAS DO BITURI
- A FRUSTRAÇÃO DE MARCOS CABROBA
- ODONTOLOGIA EM ALAGOAS E SUAS HISTÓRIAS
Colunistas
Antonio Machado
JURANDI, UM POETA ESCREVENDO SOBRE OUTRO POETA, EFIGÊNIO MOURA
Archimedes Marques
O médico e o gangaceiro?
Augusto Ferreira
Solidariedade começa com pequenos gestos
Carlindo de Lira
INTERIORIZAÇÃO versus METROPOLIZAÇÃO
Carlito Lima
SOCORRINHO
Cicero de Souza Sobrinho (Prof. Juca)
istudá? Primêra parti
Clerisvaldo B. Chagas
IPANEMA UM RIO MACHO
Djalma Carvalho
AS GARÇAS DO BITURI
Fábio Campos
MACACOS ME MORDAM!
João do Mato
Pesquisa sobre o sorgo em Santana do Ipanema
José Antônio (Toninho)
Cirurgiões-dentistas ganham autorização para solicitar exames complementares
José Avelar Alécio
José Malta Neto
VIOLA MINHA VIOLA
José Vaneir Soares Vieira
MUDA-SE O NOME, MAS O SALÁRIO É O MESMO
Luciene Amaral da Silva
QUANTA EMOÇÃO!
Manoel Augusto
Maria Lúcia Nobre dos Santos
Paiva Netto
Mães, Lei Áurea e saúde
Rogivaldo Chagas
JUVENTUDE E EMPREGO
Sibele Arroxellas
Lembranças....

Últimas Atualizações
MUDA-SE O NOME, MAS O SALÁRIO É O MESMO
MACACOS ME MORDAM!
Mães, Lei Áurea e saúde
 
© 2001/2012 - Portal Maltanet - Todos os direitos reservados