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10/10/2017
OS LIMERIQUES DAS ALAGOAS
 
O pensador romano, Marco TĂșlio CĂ­cero (106 a. C. – 43 a. C.), escreveu que a histĂłria Ă© a mestra da vida, pois quanto mais se estuda, mais se aprende, e se descobre as coisas novas. Haja vista, a lĂ­ngua portuguesa inculta e bela, nos cantares harmoniosos do maior vate do passado, LuĂ­s de CamĂ”es (1524 - 1580), sĂł que esse idioma nĂŁo Ă© inculto, mas culto e belo, pois Ă© chamada pelo mesmo poeta como a Ășltima flor do LĂĄcio, cuja frase, imortalizou-se no tempo e perenizou-se na histĂłria dos homens, e eis que, o vocĂĄbulo “limeriques” ser desconhecido de muitas pessoas, visto nĂŁo figurar com frequĂȘncia nas nossas pĂĄginas literĂĄrias, tornando-se quase obsoleto, quando das comemoraçÔes do primeiro decĂȘnio do Centro Cultural do SertĂŁo (CCS), na cidade de Poço das Trincheiras, no dia 10 de setembro de 2017, recebi de presente um livro da amada poetisa alagoana, Maria de Lurdes do Nascimento, moça culta e de uma inteligĂȘncia maravilhosa, escritora de nome correntio na literatura alagoana, cuja obra dessa escritora denomina-se de Limeriques das cidades de Alagoas. Mas o que significa limeriques? PerguntarĂĄ talvez o leitor. JĂĄ no preĂąmbulo da obra, a escritora afirma peremptoriamente, que, sĂŁo versinhos carregadinhos entremeados de amor pelas coisas que seus autores querem mostrar aos leitores.
Talvez, prezado leitor, tenha-me tornado prolixo nesta despretensiosa narrativa, porĂ©m desejei deixar o leitor bem esclarecido. Livro na mĂŁo, deitei-me a ler, surpreendeu-me, pois, os limeriques de Maria de Lurdes do Nascimento, quando a autora foi rebuscar na EnciclopĂ©dia dos MunicĂ­pios alagoanos editada hĂĄ algum tempo pelo jornal Gazeta de Alagoas, debruçando-se sobre o compendio histĂłrico, rebuscou em seus interstĂ­cios, a histĂłria verdadeira dos municĂ­pios, fazendo emergir da prosa, os mais belos e translĂșcidos versos, de maneira que somente ela soube fazer, porque os poetas tem um sentimento a mais... Cantou a sua terra, solo abençoado em rimas transformando-os num belo gaudio oferecendo a Alagoas em seus 200 anos (1817 – 2017) vale aqui o que outro grande poeta, Cassimiro de Abreu (1839 – 1860), escreveu: “tem tantas belezas, tantas/ a minha terra natal,/ que nem a sonham um poeta/ e nem as canta o mortal,/ Ă© uma terra encantada/ mimoso jardim de fada do mundo invejada/ que o mundo nĂŁo tem igual”.
A autora exalta todos os municĂ­pios em todos os seus limeriques, apenas dois citamos: “havia um ramo que a arara visitava a capital do agreste e a cidade mais rica do fumo e terra das destaladeiras, Arapiraca Ă© esse ramo que a arara visita”, “havia um pau d’arco em Olho d’Água das Flores, e na Ă©poca da floração tudo era flores e odores, imenso tapete colorido mais parecia um tapete florido vestindo toda a regiĂŁo de Olho d’Água das Flores”. E segue por aĂ­, neste corolĂĄrio desfiando as pĂ©talas da histĂłria, escrevendo no presente a histĂłria do passado, exaltando a saga do homem formando um florilĂ©gio para a Alagoas.


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