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07/08/2017
79 ANOS DO FINAL DO CANGAÇO
 
O mau tamb√©m imortaliza seus autores assinalando as pessoas com atos, gestos e atitudes, que sensibiliza os mais duros e enrijecidos dos seres. Tomando por escopo, o nordeste, este est√° cheio e calcado de muito sangue derramado de pessoas inocentes, v√≠timas dos atos mais b√°rbaros, atrozes e constrangedores dos famigerados fac√≠noras que pontificaram nos sert√Ķes nordestinos, que teve muitas vidas ceifadas pela a√ß√£o do banditismo. Dentre os que mais se destacaram Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938), Lampi√£o, foi o que teve mais notoriedade dada sua fama nefasta de perversidade, por cerca de 20 anos espalhou o terror e a morte as fam√≠lias nordestinas, mormente as sertanejas que temiam esse fac√≠nora. A sua hist√≥ria est√° espalhada pelo nordeste, notadamente nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia al√©m dos estados lim√≠trofes, os historiadores, escritores e poetas, tem escrito muitas p√°ginas enfeixadas em livros focando as perip√©cias desse bandoleiro e seu grupo, tendo at√© pesquisadores que afirmam que no auge do canga√ßo, Lampi√£o chegou a comandar 100 homens, armados, preparados para praticar o mau, matando as pessoas, incendiando as fazendas e dizimando os animais, com tanta gente a servi√ßo do cangacerismo e um arsenal de muni√ß√£o b√©lica, parecia se tornar superior ao governo de sua √©poca.
Praticamente, hoje, quase j√° n√£o existem pessoas vivas que conheceram pessoalmente a figura lend√°ria de Lampi√£o, haja vista, o fat√≠dico dia da morte de Lampi√£o, Maria Bonita, 9 cangaceiros e um policial alagoano, no dia 28 de julho de 1938, em Angico, munic√≠pio de Po√ßo Redondo, estado de Sergipe, est√° fazendo em 2017, 79 anos da terr√≠vel chacina que mudou o Nordeste, por√©m a √ļltima p√°gina do canga√ßo s√≥ foi virada com a morte de Cristino Gomes da Silva Cleto, Corisco, (1907-1940), mais conhecido tamb√©m por diabo louro. √Ä morte desses bandoleiros, por suas vidas pregressas os imortalizou.
O cangaço e sua existência tem sido tema para muitos que se debruçam sobre as pesquisas para escrever as mais variadas peripécias como fonte de inspiração para substanciosas obras sobre o assunto, como nódoa que enxovalhou o nordeste.
Muitos se questionam sobre a pessoa enigmática de Lampião, homem sem estudo, porém, astucioso e sangue frio no tocante a prática de mau. Deus criou o homem e deu a liberdade para ele fazer uso dela como lhe aprouver, e quantos fazem desse espaço que às vezes é pequeno, somente para prejudicar seu semelhante de maneira acintosa e cruel. O sadismo dos bandoleiros do cangaço cheirava a sangue, assim como os cristãos e mártires romanos, sob a chama do azeite escaldante, agradava o ímpio Nero nas alamedas de seu pomposo palácio. Pergunta-se onde estão as almas das vítimas do cangaço e os mártires? E por que não dizer também as almas desses famigerados e implacáveis trucidadores da humanidade? A parábola bíblica do pobre Lázaro e o rico avarento tem a resposta bem viva.
A sociologia moderna de hoje escreve a hist√≥ria de Virgulino Ferreira da Silva, Lampi√£o, e seus asseclas, com tintas colorias, dizendo que eles foram v√≠timas da injusti√ßa de seu tempo. Ser√°? Ou eles usaram seus espa√ßos de vida para prejudicar seus semelhantes? Esses questionamentos t√™m provocado discuss√Ķes entre os estudiosos do assunto. Hoje, praticamente, 80 anos ap√≥s a chacina macabra de Angico, pela volante do Tenente Jo√£o Bezerra, as cicatrizes daquela √©poca, certamente, ainda dar√£o muitas hist√≥rias.


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